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domingo, 15 de março de 2026

Conjugação verbal

 3.º Ano 
Completa o texto com os verbos no tempo correto.
A chuva e o vento são agentes erosivos que transformam a terra. Ontem, a água do rio _______ (escorrer) rapidamente pelas encostas. Hoje, ela _______ (escorrer) lentamente, mas com força suficiente para mover pedrinhas. Amanhã, a água _______ (escorrer) ainda mais rápido depois da tempestade.
As árvores _______ (proteger) o solo da erosão. No ano passado, elas _______ (proteger) as encostas mais frágeis. Hoje, elas _______ (proteger) a terra e ajudam os agricultores. Amanhã, elas _______ (proteger) ainda mais o solo se continuarmos a plantar novas árvores. 
No ano passado, a chuva __________ (v. levar, pretérito perfeito) a terra dos campos. O vento __________ (v. mover, pretérito perfeito) a areia das dunas. Hoje, a água __________ (v. desgastar, presente) as rochas dos rios. O vento __________ (v. transportar, presente) a areia de um lado para o outro. O gelo __________ (v. partir, presente) as pedras. Amanhã, a chuva __________ (v. continuar, futuro) a cair e __________ (v. mudar, futuro) a paisagem. O vento também __________ (v. ajudar, futuro) a transformar o solo.

4.º Ano
Completa o texto com os verbos no tempo correto

Ontem, o autocarro _______ (levar) muitas pessoas para a escola. Hoje, ele _______ (levar) os alunos com segurança todos os dias. Amanhã, o autocarro _______ (levar) ainda mais crianças em excursão.

O comboio também _______ (transportar) mercadorias importantes. Na semana passada, ele _______ (transportar) caixas de alimentos. Hoje, ele _______ (transportar) passageiros entre cidades. Amanhã, ele _______ (transportar) turistas para lugares distantes.

No ano passado, os transportes públicos __________ (v. ser, pretérito imperfeito) uma boa opção para muitas pessoas. O autocarro __________ (v. ser, pretérito imperfeito) barato, mas também __________ (v. ser, pretérito imperfeito) lento. Hoje, o comboio __________ (v. ser, presente) rápido e confortável, e muitas pessoas __________ (v. preferir, presente) este meio de transporte. O carro __________ (v. poluir, presente) o ambiente, mas ainda __________ (v. ser, presente) muito usado. Amanhã, os transportes públicos __________ (v. ser, futuro) mais modernos e __________ (v. reduzir, futuro) a poluição. O avião __________ (v. ser, futuro) sempre o mais rápido, mas também __________ (v. ser, futuro) mais caro.




Textos para Prática da Leitura

3.º Ano, Agentes Erosivos

A água da chuva e os rios têm um grande poder sobre a terra. Quando chove muito, a água escorre pelas encostas e leva consigo pedrinhas e terra solta. Este movimento vai mudando lentamente a forma do terreno, abrindo caminhos e pequenas ravinas. Até o vento ajuda, soprando a areia e a poeira de um lugar para outro, deixando a terra diferente do que era antes.

O ser humano também pode acelerar estas mudanças, quando planta árvores ou constrói caminhos. As plantas ajudam a segurar a terra, evitando que seja levada pela água ou pelo vento. Observar como a terra se transforma com a ação destes agentes erosivos ajuda a perceber a importância de cuidar do solo e proteger a natureza.


4.º Ano, Meios de Transporte

Os meios de transporte são muito importantes no nosso dia a dia, porque nos permitem ir rapidamente de um lugar para outro. Existem transportes que circulam nas estradas, como o carro, o autocarro e a bicicleta, que usamos para ir à escola, ao trabalho ou visitar amigos e familiares. Cada um tem vantagens diferentes: a bicicleta é saudável e não polui, o carro é rápido e confortável, e o autocarro leva muitas pessoas ao mesmo tempo.

Além dos transportes que usamos na terra, existem também os que se deslocam na água e no ar. Os barcos e os navios transportam pessoas e mercadorias pelos rios, lagos e mares, enquanto os aviões ligam cidades e países distantes em poucas horas. Graças a todos estes meios de transporte, é possível conhecer novos lugares, fazer viagens divertidas e facilitar a vida de todos.

Parâmetros de Avaliação: Fluência; Entoação e ExpressãoArticulação e PronúnciaCompreensão do TextoRitmo e Pausas.


segunda-feira, 3 de março de 2025

Animateatro

 


Histórias da Ajudaris

 Visita dos Técnicos da Biblioteca Municipal Anabela Brás e Paulo Branco



segunda-feira, 29 de abril de 2024

Visita ao Externato Liceal

Feira do Livro


Convívio com Turmas do Externato 





sábado, 29 de maio de 2021

Como Eu Gosto de Ti...

Como eu gosto de ti
Não dá para explicar,
num barco ou aqui,
Vou sempre te adorar.

Segue os teus sonhos,
Não os vou criticar,
Pois nos teus sonhos 
Tens de acreditar.

Sem medos, sem nada,
Tu vais conseguir,
No mar ou em terra,
Tu vais ser feliz.

Como eu gosto de ti,
Já ficaste a saber,
Obrigado por seres alguém
Que eu queria ter.

                                                      Mafalda Alves, 4.º Ano



sexta-feira, 2 de abril de 2021

Rádio Daniel Completo

Acesso ao Sítio

Daniel Completo criou a sua própria rádio com mais de 250 cantigas destinadas ao público infantil para disfrutar sem publicidade 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Daniel Completo canta histórias de: Luísa Ducla Soares, José Jorge Letria, José Fanha, António Mota, Isabel Alçada, Ana Maria Magalhães, Isabel Minhós, entre outros.

quarta-feira, 3 de março de 2021

Convites à Magia

 

Mafalda Alves, 4.º Ano

Duarte Agostinho, 4.º Ano


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Campanha pela Poupança de Água


Simão Malho, 4.º Ano


Duarte Agostinho, 4.º Ano


Gonçalo Feliciano, 4.º Ano


Bruna Agostinho, 4.º Ano



Mafalda Alves, 4.º Ano



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

domingo, 31 de maio de 2020

Casa Azul


Bruna Agostinho, 3.º Ano

Bruna Agostinho, 3.º Ano

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Um Estranho no Horizonte

  Estávamos em dois mil e dezanove, a viver os últimos dias do ano. Maximiliano estava a pensar no ano novo e não conseguia imaginar como esse iria ser. Foi quando, no horizonte, ao pôr do sol, apareceu um vulto.
  As areias estavam quentes e a arrefecer com o aproximar da noite. A sombra do vulto avolumava-se até que cobriu por inteiro o corpo sentado de Maximiliano. Embora o estranho já estivesse muito próximo dele, ainda não era possível distinguir os traços do seu rosto.
  - Boa noite! Trago novidades do outro lado do horizonte. Trago aqui comigo trezentos e sessenta e seis dias numa bolsinha e ainda uns trocos, umas seis horitas para gastar em raspadinhas. - declarou o estranho. Para além de trazer igualmente Paz e Amor, mercadoria muito apreciada no outro lado do Mundo.
Ideia de Gonçalo Feliciano, 3.º ano

Fumaça Caseira


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Planificação. Personagens: Duende Gargalo, Madre Superiora da Ordem das Carmelitas e limpa-chaminés. Tempo: noite de temporal; nevão. Espaço: Aldeia dos Barrancos Fumados. Situação inicial: A chaminé do casebre do Gargalo fica entupida e o fumo da lareira espalha-se por toda a casa. 
  A neve caía violentamente sobre os campos ao som do vento. A Aldeia de Barrancos Fumados era a mais afetada da região. A meio da rua principal, encontramos a vivenda do Duende Gargalo. Das janelas, escapava um fumo nigérrimo e ninguém sabia porquê.
  – Está lá? – começou o Duende de auscultador na mão – É da agência de limpeza Nódoa Fresca? É possível passarem por minha casa? É que a chaminé está entupida e tenho a casa repleta de fumo e fuligem… A morada é Rua Principal, número vinte e um. Estarei à vossa espera no alpendre.
  A carrinha da empresa estacionou em frente da vivenda vinte minutos depois e trazia no lugar do copiloto a Madre Superiora da Ordem das Carmelitas. O que faria uma religiosa num carro da Nódoa Fresca? Ninguém sabia.
  Limpa-chaminés e Madre Superiora foram recebidos em casa do Duende e este convidou-os a sentar. Mas não o fizeram, pois os sofás e cadeiras estavam mascarradas de fuligem.
  Beberam um chazinho de camomila, foram rapidamente ao quarto de banho, trocaram de roupa e puseram mãos à obra. A Madre espanejava os móveis enquanto o limpa-chaminés enfiava a vassoura no tubo da chaminé.Paredes foram esfregadas, escovadas, e de seguida pintadas. A conduta da chaminé foi desobstruída e voltou a fumar em condições.
  A terminar o serviço, a Madre fez o sinal da cruz, querendo abençoar o domicílio, e deixou em cima da consola do hall de entrada a conta.
  O Duende arrecadou a conta num bolso do casaco, fungou, assoou o nariz e assomou à janela para a abrir. Logo que a abriu, entrou uma lufada de ar carregadinha de areia fina que se espalhou por toda a parte.
  Os grãos de areia, intrometidos e devassos, grudaram-se à tinta fresca das paredes e estragaram a pintura; esconderam-se nos cantos mais inacessíveis da sala e desafiaram a vassoura a alcançá-los.

Baseado numa ideia da turma B, do CE São Simão de Litém

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

História de Nada

(Acendem-se as luzes)
Coro: Esta é uma história cheia de ar. Tem ar por dentro e por fora. É oca e desinteressante, sem graça nem sabor. É como remédio que sabe mal e não cura. É como uma paisagem sem verdura nem bicharada. Promete silêncios sem eco.
Esta história é o que é. Nada. Por isso a contamos. É a história de um escultor desinteressante que leva uma vida aborrecida e que esculpe pedras mudas e sonsas. Na oficina onde se encontra este artista, não há movimento, não há serviço, não há moscas, não se passa nada.  
Sebastião: Ah, se ao menos tivesse dinheiro para poder pôr comida na mesa e pagar as minhas dívidas… Mas os tempos não são favoráveis para pedreiros e escultores. O mais certo é que eu tenha de escolher outro ofício. Não tenho clientes há meses. Ah, como me aborreço. Por favor, Deus meu, dai-me uma tarefa que esteja à altura do meu génio. E que me encha a bolsa, é claro.
Estranho: Oh, da casa! É gente boa. Ouvi dizer que por cá trabalha Sebastião, o escultor. É verdade? Não me enganei na morada?
Sebastião: Sim, é o próprio. O que posso fazer por si?
Estranho: Tenho um pedido a fazer e prometo que pago bem.
Sebastião: Diga, diga! Se tiver a ver com burilo e escopro não há nada que eu não faça. Eu e a pedra somos amigos de longa data.
Estranho: Pois bem… Sou proprietário de um palacete esplêndido situado numa região esplêndida com um jardim esplêndido ao qual não faltam árvores esplêndidas, canteiros, esplêndidos, sebes esplêndidas, mas…
Sebastião: Mas…
Estranho: Sente-se ali que falta algo de esplêndido na fachada do palacete esplêndido…
Sebastião: Uma estátua… esplêndida?
Estranho: Isso! Uma estátua esplêndida, a completar todo aquele esplendor. Mas o que eu tenho em mente para a entrada… Sabe… Não é tarefa para amadores…
Sebastião: Falai sem receio, senhor. O que quereis? Não há nada que seja demasiado complicado para mim. Eu faço tudo… Tudo!
Estranho: Bom… Na minha região, há moinhos, milhares deles. E porquê? Porque o vento sopra aí todo o ano, dia e noite, sem descanso. Nunca manso. Logo, a meio do jardim, ficaria bem uma escultura do Vento.
Sebastião: Uma escultura do Vento? Ouvi bem?
Estranho: Sim, uma escultura do Vento. Acha que tem o talento requerido para aceitar o meu desafio?
Sebastião: Bem, claro. Tendes a certeza que não preferis um moinho em alabastro?
Estranho: Não, meu caro. Quero o Vento. Em mármore. É pegar ou largar.
Sebastião: Bem… Nesse caso, tereis o que pretendeis. Uma linda escultura do Vento.
Estranho: Esplêndido! Voltarei na primeira noite de lua cheia para reclamar o que é meu. Tome. Pago adiantado. Não me desiluda.
(Apagam-se as luzes por momentos)
II
Sebastião: Ora qu’esta… Uma estátua tem forma e contornos enquanto que o Vento não tem nada disso. O Vento foge-nos quando o queremos apanhar e não se parece com nada que eu conheça, pois não se vê. Como vou eu representar numa estátua o que não vê e que não tem forma? Deus meu, socorre-me nesta aflição!
Duende 1: Bons olhos te vejam! Alegra-te, pois estão aqui os fabulosos Duendes do Lar. Não encontras nesta oficina melhor companhia.
Sebastião: Duendes do Lar. Faltavam-me cá estes!  
Duende 1: Escutámos a conversa, não fôssemos nós os maiores bisbilhoteiros que pode haver numa oficina de escultor! Pois é… Arranjaste lenha para te queimar. Dar forma ao Vento… Essa agora eu quero ver.
Duende 2: Suponho que queiras ideias? Ideias com pés e cabeça? Não me faças rir que fico com câimbras nos maxilares.
Duende 3: Não façam troça, camaradas! Mostrem mais respeito! Não se esqueçam que o Sebastião nunca nos faltou com nada. O que comemos e bebemos devêmo-lo a ele. Ajudêmo-lo e pronto!
Duende 1: Ora, sejamos realistas. O que sabemos nós acerca do Vento se nunca saímos de casa? Correntes de ar, sim, já as sentimos no pelo, sabemos o que são… Mas o VENTO! É outra matéria!
Duende 2: Como esculpir o Vento? Deixem lá ver… Hum! Não há como o desenhar.
Duende 3:  É bem verdade que não se pode burilar um gás. Sim, porque o ar é gás, e mais nada. Mas e se desenhássemos as suas qualidades? E se inventássemos forma para aquilo que não a tem? Baseados em qualquer coisa, claro!
Duende 1: Como assim, ó Serafim?
Duende 3: O ar move-se, não é? É como se fosse um sopro…
Duende 2: Mas o sopro é tão difícil de esculpir como o Vento, ó cretino.
Duende 3: Calma… Cada vez que falas, tenho borbulhagem nos intestinos. Tenham atenção ao que vou dizer… E se esculpíssemos um rosto a soprar? O sopro pressupõe que haja um soprador. Daí termos que esculpir um rosto. A soprar.
Duende 1: Um rosto com escalpe, pescoço e tronco? Bracinhos e perninhas?
Duende 3: Só um rosto: com uma farta cabeleira de remoinhos. Nada mais. O pescoço e o tronco, bracinhos e perninhas não estão lá a fazer nada. O que é fundamental é o sopro. E o rosto que o sopra.
Duende 2: E os remoinhos no escalpe, servem para quê? Para a piolheira?
Duende 3: Claro que não, idiota! Servem para que imaginemos o vento a circular… a girar… a dançar… a revolutear… Os remoinhos são ar a girar…
Sebastião: Parece-me bem. Para duendes de trazer por casa vocês são bastante competentes… Vou já reunir as ferramentas e pôr mãos à obra. Hoje, farei serão para adiantar trabalho. Agora, ide. Não tenho tempo para conversa fiada.
Duende 2: Ingrato! Vamos, compinchas. Vamos aliviar o frigorífico dos restos do almoço.
III
(Apagam-se as luzes por momentos)
Estranho: Vim em excursão com estes meus parceiros para saber se já terminou a obra que te pedi. Já a lua se apresenta em todo o seu esplendor no firmamento e seria esplendoroso que já tivesse alguma coisa para mostrar.
Companheiro 1: Olha lá! O teu escultorzinho está muito bem disposto. Está muito seguro de si. Querem ver que conseguiu talhar a pedra ao teu gosto?
Companheiro 2: Tu disseste-nos que era impossível esculpir o impossível. Mas que, de qualquer modo, irias confiar esse serviço a alguém que entendesse do ofício, a ver no que dava.
Companheiro 3: E olha que ele aparenta ter tido sucesso. Estranho-lhe as feições. Não lhe vejo os cantos dos lábios caídos. Pelo contrário! Os lábios têm as pontas espetadas para cima quase a tocar nas orelhas.
Sebastião: E tenho razões para isso! A obra está feita e acabada. Os prazos foram cumpridos e o contrato honrado.
Companheiro 1: Vamos dar uma espreitadela a esse milagre, se nos é permitido.
Sebastião: Se o meu cliente não tiver nada a opor, podereis ver o que fiz. Terei todo o gosto.
Companheiro 2: Que um relâmpago me fulmine agora mesmo se não é o próprio vento em pessoa que vejo diante de mim! 
Companheiro 3: Ai, o meu cabelo agita-se na sua presença e um frio me arrepanha as costas e me faz tiritar de frio. Já sinto um espirro a subir na traqueia. Vem aí resfriado. Ai que me constipo!
Sebastião: Lamento imenso, esqueci-me de vos dizer que esculpi o Vento do Norte. Daí o seu sopro ser gelado e desagradável. Agasalhem-se bem pois a noite vai estar fria.
(Apagam-se as luzes por momentos)
Coro: E assim damos por acabada esta história que é sopa sem tempero. Não salga nem amarga. É ar vivo que se roça em nós, que se abeira do nosso ouvido e suspira. Suspira e vai embora. Na largueza dos campos agita o mato e segue para onde bem lhe apetece. Não a vemos, mas ela está presente. Conta peripécias embora nem toda a gente lhe preste atenção. História, sopra e corre mundo. Reinventa-te e conta coisas novas. Coisas cheias de ar, e que te ouça quem te queira ouvir. Vai… Sopra…
(Apagam-se as luzes por momentos)
(Os atores saúdam o público e saem de cena)
(Apagam-se de novo as luzes)